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Produtores de MS iniciam plantio de soja com expectativa de boa safra


Período de zoneamento agrícola foi antecipado em 20 dias. Plantar mais cedo é alternativa para tentar fugir de adversidades climáticas.
Foto: Ilustrativa   Legenda: Plantar mais cedo é uma alternativa que muitos produtores encontraram para tentar fugir das adversidades climáticas
Foto: Ilustrativa Legenda: Plantar mais cedo é uma alternativa que muitos produtores encontraram para tentar fugir das adversidades climáticas
As máquinas trabalham para semear os 600 hectares da propriedade do agricultor Antônio Perruzi, atividade que deve durar até o fim de outubro. O agricultor aproveita as boas condições do solo, conseguidas com a chuva dos últimos dias, que garantiu a umidade necessária para o início do cultivo da soja.

Este ano, o Ministério da Agricultura antecipou o período de zoneamento agrícola em 20 dias para a semeadura. Antes, o cultivo começava em 21 de outubro. Plantar mais cedo é uma alternativa que muitos produtores encontraram para tentar fugir das adversidades climáticas. O agrometeorologista Cláudio Lazzaroto explica que nos próximos meses o tempo não deve atrapalhar o trabalho nas lavouras.

O estado de Mato Grosso do Sul deve repetir nesta safra a área plantada da safra passada, que foi de 1,75 milhão de hectares de soja. (Globo Rural).

Volume de carne bovina exportado sobe 12,5% em setembro


Volume totalizou 74,2 mil toneladas ante 65,9 mil toneladas no mês anterior. Preços das carnes exportadas seguem mais altos do que em 2010.
Foto: Divulgação   Legenda: Em relação às demais carnes, o desempenho foi negativo
Foto: Divulgação Legenda: Em relação às demais carnes, o desempenho foi negativo
Os embarques de carne bovina in natura ao exterior cresceram 12,5% em setembro na comparação com agosto. O volume totalizou 74,2 mil toneladas ante 65,9 mil t no mês anterior. Na comparação com setembro de 2010, no entanto, houve recuo de 3,5%, mostram dados da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), divulgados nesta segunda-feira (3).

Em relação às demais carnes, o desempenho foi negativo. Os embarques de carne suína in natura somaram 35,1 mil toneladas, abaixo das 38,7 mil t de agosto e das 44,6 mil t de setembro do ano passado. Já as exportações de carne de frango somaram 277,7 mil toneladas, ante 318,2 mil t em agosto e 311,9 mil t em setembro de 2010.

Os preços das carnes exportadas pelo Brasil seguem mais altos do que em 2010. O valor médio da tonelada da carne de frango exportada em setembro foi de US$ 2.044, ante US$ 1.665 no ano passado. A carne suína teve preço médio de US$ 2.888/t contra US$ 2.558 e a carne bovina de US$ 5.269 ante US$ 4.169/t. Com exceção da carne bovina, houve valorização também na comparação com agosto. Naquele mês o Brasil exportou carne suína a um preço médio de US$ 2.808 a tonelada e carne de frango a US$ 1.855/t. Já a carne bovina embarcada em agosto tinha preço médio de US$ 5.272/t.

A receita com as vendas de carne ao exterior em setembro somou US$ 567,7 milhões no caso da carne de frango, US$ 390,8 milhões no caso da carne bovina e US$ 101,5 milhões na carne suína. (Globo rural). 

Expansão da produção deve vir com aproveitamento de áreas degradadas


A palestra teve como tema o Potencial Agroindustrial e da Pecuária - Perfil Sócio Econômico e Expectativa de Desenvolvimento do Estado.
Foto: Divulgação   Legenda: Riedel falou para 26 alunos da Eceme, em Campo Grande
Foto: Divulgação Legenda: Riedel falou para 26 alunos da Eceme, em Campo Grande
“Quem desmata não é representado por nós e tem que ser punido”. A afirmação é do presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul) e do Conselho Deliberativo do Sebrae/MS, Eduardo Riedel, durante palestra para alunos da Escola de Comando e Estado- Maior do Exército (Eceme), realizada na manhã desta sexta-feira (30), na Federação das Indústrias de MS (Fiems). 

A palestra teve como tema o Potencial Agroindustrial e da Pecuária - Perfil Sócio Econômico e Expectativa de Desenvolvimento do Estado e mostrou um panorama da cadeia do agribussines em Mato Grosso do Sul. Atualmente, o setor representa 16,6% do PIB do Estado. 

Ao demonstrar o posicionamento das entidades representativas do homem do campo em relação ao tema preservação, Riedel salientou que há espaço para o crescimento da produção sem riscos de degradação do meio ambiente. “O país utiliza 27% de sua área para produção agropecuária. Desse total, 200 milhões de hectares são pastagens degradadas. É com o uso dessas áreas que deve ocorrer expansão de produção”, assinalou. Estima-se que Mato Grosso do Sul tem hoje uma área estimada de 9 milhões de hectares degradados. A área cultivada com soja no Estado fica em torno de 1,7 milhão de hectares. 

O dirigente fez uma análise da cadeia que se forma antes da porteira, com bens de produção e serviços para a agropecuária, dentro da propriedade, com o cultivo e criação, e depois da porteira, com o processamento agroindustrial e a distribuição. “As cadeias agropecuárias são muito fortes em MS. A indústria cresceu nesses pilares”, enfatizou. E não só a cadeia relacionada aos produtos tradicionais como soja e carne bovina. Um exemplo é o segmento de papel e celulose, que em menos de cinco anos mudou o perfil do município de Três Lagoas, na divisa com São Paulo. 

Com a expansão do grupo Fibria e a previsão da instalação da Eldorado para o ano que vem, o município se desenha como o maior pólo do segmento em âmbito mundial. A celulose deverá assumir o posto de principal produto exportado pelo Estado até 2014. Ainda assim, o complexo carne representa 6% das exportações brasileiras e MS tem o terceiro maior abate do País, com 3,1 milhões de cabeças anuais. Na pauta de exportações de produtos agrícolas de MS, em primeiro lugar está o complexo soja, em segundo a carne e, em terceiro, os produtos florestais. 

Ao ser questionado pelos militares sobre o conceito do produtor rural brasileiro, Riedel citou a campanha Sou Agro, veicula recentemente na mídia nacional. Diferente do Brasil, as comunidades da França e Alemanha têm conhecimento e orgulho de sua realidade agrícola a ponto de se manterem subsídios altíssimos à produção agropecuária”, enfatizou. E na linha dos subsídios, o dirigente destacou que o pleito do setor no Brasil é por um seguro rural eficiente. “Quando se fala de política agrícola, precisamos tirar da cabeça a idéia de subsídio, porque nos referimos ao seguro rural. O produtor tem condições de administrar a volatilidade de preço e as questões comerciais. 

O problema maior está na segurança de produção que gera grandes picos e, muitas vezes, a saída de produtores da atividade”, declarou. Além da falta de uma política agrícola, os principais desafios do setor no Estado são logística para escoamento da produção, sanidade, qualificação do homem do campo e a insegurança jurídica causada pelas invasões de propriedades. A palestra foi ministrada para oficiais alunos da Eceme que, em sua formação da carreira militar, percorrem o País em viagem de estudos, inteirando-se das particularidades econômicas e sociais de cada região. A palestra de Riedel foi antecedida por uma apresentação do panorama industrial do Estado, realizada pela Fiems.

Produtores de soja aguardam chuvas para plantio


O plantio da soja previsto na safra passada no Zoneamento Agrícola de Risco Climático do Ministério da Agricultura para o dia 20 de outubro desse ano foi antecipado para 1º de outubro.
Foto: Ilustrativa    Legenda: Produtores de soja aguardam chuvas para plantio
Foto: Ilustrativa Legenda: Produtores de soja aguardam chuvas para plantio
Liberado a partir do dia 1° de outubro, o início do plantio de soja em Mato Grosso do Sul depende da movimentação climática nos próximos dias. O índice pluviométrico recente não garante a umidade necessária para uma boa germinação. “O produtor precisa de um volume entre 15 mm a 20 mm. A expectativa é de chuvas nesse final de semana. Se a previsão se concretizar, vamos começar o plantio”, aponta Lucas Galvan, assessor técnico da Federação de Agricultura e Pecuária de MS (Famasul).

O plantio da soja previsto na safra passada no Zoneamento Agrícola de Risco Climático do Ministério da Agricultura (MAPA) para o dia 20 de outubro desse ano foi antecipado para 1º de outubro. A medida atendeu demanda da Famasul, juntamente a Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja), Fundação MS, Fundação Chapadão e Embrapa. “Argumentamos tecnicamente as vantagens da mudança da data para aproveitarmos as condições climáticas favoráveis”, ressalta. Para conseguir os benefícios da política agrícola, como a concessão de créditos e seguro agrícola, o produtor precisa seguir o Zonemanento, refeito anualmente, e que orienta a melhor época de plantio para cada cultura. “Por isso pleiteamos essa alteração”, complementa.

A área plantada de soja no Estado foi de 1,7 milhão de hectares na última safra e para este ano é possível que haja um pequeno incremento. “Teremos um aumento significativo de área se a safra 2011/12 apresentar bons resultados que garantam rentabilidade para o produtor e que permitam realizar investimentos para ampliação sobre a área de pastagem no próximo ciclo”, afirma Lucas. Se as condições climáticas não forem desfavoráveis a expectativa é boa. “Pretendemos alcançar 5,6 milhões de toneladas. Esse recorde estadual era uma promessa da safra passada, mas não foi alcançado em função das chuvas na época de colheita”, lembra. Na safra 2010/2011, a soja rendeu, segundo estimativas da Conab, 5,1 milhões de toneladas. Alem das perdas na lavoura, houve ainda queda na qualidade, o que significou uma quebra de cerca de um milhão de toneladas na previsão inicial de safra.

Outra expectativa para essa safra é o preço da soja pago ao produtor. Os preços internacionais da commoditie sofreram forte desvalorização nos últimos dias, em decorrência principalmente da preocupação do mercado com a continuidade de crise nos países desenvolvidos, afetando diretamente a demanda pela oleaginosa. Esta desvalorização dos preços internacionais da soja, cotada em dólar, foi compensada no mercado doméstico pela valorização que o dólar teve frente ao real, oportunizando bons preços para o produto disponível. “Resta saber como se comportará o preço internacional da soja e o cambio durante o desenvolvimento da safra”, analisa Lucas.

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