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Greve dos Correios pode ser julgada na semana que vem, diz TST


Informação é do presidente do Tribunal, ministro João Oreste Dalazen. Nesta quarta-feira, principais sindicatos rejeitaram proposta dos Correios.
Foto: G1   Legenda: Assembleia no DF rejeita proposta da direção dos Correios
Foto: G1 Legenda: Assembleia no DF rejeita proposta da direção dos Correios
O julgamento da greve dos Correios poderá acontecer na próxima semana pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), segundo informou nesta quarta-feira (5) o presidente do órgão, ministro João Oreste Dalazen.

"Se não houve aprovação da proposta de conciliação, o passo seguinte é o encaminhamento imediato do processo ao Ministério Público do Trabalho para emissão de um parecer. Em seguida, o sorteio de um relator e o julgamento que poderá ocorrer na próxima semana ainda", declarou Dalazen a jornalistas.

Empresa e trabalhadores têm até segunda-feira (10) para tentar uma nova conciliação.

Assembleias

Os trabalhadores dos Correios, em greve desde o dia 14 de setembro, recusaram a proposta da direção da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) firmada na terça-feira (4) no Tribunal Superior do Trabalho (TST) para colocar fim à paralisação.

Até perto das 19h desta quarta-feira (5), 24 sindicatos haviam rejeitado a proposta, após realização de assembleias, segundo José Gonçalves de Almeida, diretor da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect).

São eles: Acre, Amazonas, Bahia, Campinas (SP), Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Santa Maria (RS), Santos (SP), São José do Rio Preto (SP), São Paulo, Sergipe, Uberaba (MG) e Vale do Paraíba (SP).

Proposta

Na véspera, a Fentect aceitou o acordo que foi levado para votação em assembleias nesta quarta. O documento precisaria ter o apoio de pelo menos 18 dos 35 sindicatos vinculados à entidade para passar a valer e, caso fosse aprovado, os funcionários retornariam ao trabalho já na quinta-feira.

A proposta encaminhada e rejeitada nas assembleias previa reposição da inflação de 6,87% retroativo a agosto e um aumento linear de R$ 80 a partir de outubro. Dos 21 dias da greve, 15 seriam compensados em finais de semanas e 6 seriam descontados a partir de janeiro de 2012, sendo meio dia por mês, num total de 12 parcelas.

Nas reivindicações da categoria, que tem data-base em agosto, os trabalhadores pedem aumento salarial linear de R$ 200, reposição da inflação em 7,16% e piso salarial de R$ 1.635.

De acordo com Almeida, da Fentect, os principais entraves para o acordo são o desconto dos dias parados e o índice de reajuste oferecido. “Queremos que todo reajuste seja na nossa data-base, que é em agosto. Não queremos receber aumento à prestação. Estamos há quase dois anos sem reajustes, aí oferecem R$ 80, que é um valor irrisório, para pagar em outubro”, defende o diretor. “É impressionante que a melhor empresa deste país paga o pior salário.”

O piso da categoria, atualmente é R$ 807. Outra reivindicação dos trabalhadores é a reposição das perdas salariais acumuladas entre 1994 e 2010, que dariam, segundo a Fentect, 24,72%. “A gente quer este valor pago conforme o crescimento da empresa”, diz.

Posição dos Correios

Em nota, os Correios informa que a direção “empreendeu todos os esforços possíveis para que os empregados voltassem ao trabalho depois de acordo direto, fechado com as entidades sindicais”.

A empresa diz que “mantém as portas abertas para o diálogo e segue defendendo que o retorno à normalidade ocorra da forma mais rápida possível”.

Segundo os Correios, a adesão à paralisação caiu para 23 mil trabalhadores. “Isso significa que 80% do efetivo dos Correios segue trabalhando normalmente, garantindo a maioria dos serviços, com entrega de 2/3 da carga diária.”

Até a terça-feira, cerca de 136 milhões de correspondências estavam atrasadas no país, segundo os Correios. (G1). 

Alcinópolis vive cenário de caos e contabiliza prejuízos após vendaval


Por volta das 15h de ontem uma chuva acompanhada de muito vento atingiu Alcinópolis, que vivia um período de estiagem de seis meses.
Foto: Simão Nogueira   Legenda: Moradores contabilizam os prejuízos depois do vendaval
Foto: Simão Nogueira Legenda: Moradores contabilizam os prejuízos depois do vendaval
A cidade de Alcinópolis, 402 km da Capital, vive um verdadeiro turbilhão de eventos. Primeiro, o prefeito Manoel Nunes da Silva (PR) foi preso acusado de mandar matar um vereador do município, Carlos Antônio Carneiro. E, no mesmo dia que Manoel Silva foi solto em Campo Grande, um vendaval atingiu a cidade, causando danos consideráveis aos moradores.

Por volta das 15h de ontem uma chuva acompanhada de muito vento atingiu Alcinópolis, que vivia um período de estiagem de seis meses. "O tempo virou", conta Lucimar Furtado, em frente ao seu local de trabalho, na rua Maria Teodora Freitas Nery. Na via caiu uma árvore, no local onde ele sempre deixava o carro, mas ontem, resolveu estacionar em outro ponto. "Foi por pouco”, comentou aliviado.

O secretário de obras do município, Altino França Guimarães, conta que mora na cidade há 28 anos e nunca tinha presenciado tamanha ventania. A secretaria tem 23 funcionários, que já estão desde ontem a noite na rua, avaliando os prejuízos, junto com uma engenheira.

Na cidade, o cenário mais impressionante é no estádio e no almoxarifado, que dividem o mesmo local, onde também funciona o arquivo da prefeitura. A cobertura metálica que protegia a pequena arquibancada foi arrastada pelo vento por mais de 15 metros. A cobertura do almoxarifado também foi carregada pela força do vento.

O prefeito interino Alcindo Carneiro (PDT), pai do vereador assassinado, comenta que foi sorte ninguém ter se ferido durante o vendaval, que derrubou árvores pela cidade.

Entre 80 e 100 casas foram destelhadas, segundo o prefeito. "Em algumas, vai ter que ser trocado todo o madeiramento", relata Carneiro.

O prefeito acredita que os ventos tenham atingido mais de 120 km por hora. A cidade não tem estação meteorológica, e a Prefeitura ainda não tem estimativa de prejuízo.

O município e está fazendo orçamento para mandar para Defesa Civil estadual. O secretário de obras lembra que a cidade nunca teve uma experiência semelhante, portanto, não tem previsão de quanto vai custar a recuperação dos danos.

A chuva durou apenas 10 minutos. "Se durasse meia hora, acabava com tudo", afirmou o prefeito.

Na casa do serralheiro Cícero Ferreira dos Santos, de 51 anos, o vento derrubou parte do muro. "Saí para resolver um problema e quando voltei já tinha outro", brincou Cícero.

Na cidade, ainda há folhas e pedaços de arvores pelo chão, que estão sendo removidas. Colchões também estão espalhados pelas vias públicas, e antenas parabólicas foram arrancadas das casas.

Quinze famílias se abrigaram com parentes, por não terem condições de passar a noite em casa. (CG News). 

Caso de H1N1 é confirmado em escola de Campo Grande


No colégio particular há 1 caso de Influenza A e três do tipo B. Crianças com qualquer suspeita de gripe não podem frequentar as aulas.
Foto: Divulgação    Legenda: Todos os estudantes estão sendo orientados a ter mais cuidados com a higiene, como lavar as mãos constantemente e utilizar álcool em gel
Foto: Divulgação Legenda: Todos os estudantes estão sendo orientados a ter mais cuidados com a higiene, como lavar as mãos constantemente e utilizar álcool em gel
Um caso de gripe H1N1 tipo A está confirmado em uma criança estudante da Escola Alexander Fleming, em Campo Grande.

A reportagem do site Campo Grande News apurou que a criança tem menos de cinco anos. A escola não confirma a idade nem a série.

Devido à confirmação da gripe A, popularmente conhecida como gripe suína -, e também de outros três casos do tipo B, a mais comum, os alunos foram liberados para ficar em casa.

A supervisora geral do colégio, Maria Luiza M. Dutra, explica que os alunos doentes estão em casa e só retomam às aulas quando estiverem curados.

Conforme a supervisora, a orientação para os demais estudantes é que a qualquer sintoma de gripe, fique em casa.

Os alunos que não estão com sintomas de gripe também estão liberados para não ir à escola. “Cabe aos pais a decisão de enviar ou não seus filhos à escola”, diz comunicado oficial enviado pelo colégio aos pais.

Para que os alunos que faltarem não percam os conteúdos, a escola está organizando como será feito o repasse das informações.

Todos os estudantes estão sendo orientados a ter mais cuidados com a higiene, como lavar as mãos constantemente e utilizar álcool em gel.

Todos os casos suspeitos de H1N1 devem ser notificados ao poder público. Apesar do diagnóstico do tipo A da doença, as secretarias de Estado e do município não confirmam.

O secretário adjunto de Saúde do Estado, Eugênio de Barros, afirma que não houve “qualquer notificação de H1N1” por esses dias e que houve apenas um caso neste ano.

Declara ainda que a doença está controlada devido às campanhas de vacinação. Mesmo assim, há uma estrutura preparada para atendimento de pacientes.

Maria Dalfabro, coordenadora de vigilância em saúde do município diz que não houve notificação oficial da doença e em casos de confirmação, o paciente e as pessoas que tiveram contato com ele recebem acompanhamento. (G1). 

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